Obama tem o carisma de um grande político, mexe com as pessoas, e tem um discurso galvanizador. Em tempos como os nossos, de incerteza e de medo, ver a maior potência do mundo ser liderada por alguém que tem a palavra “hope” na ponta da língua, é reconfortante. Com tempo, veremos as suas reais capacidades para enfrentar os problemas internos e externos, e é natural que venha a existir um refrear natural dos elogios. Mas o dia de hoje reforçou a ideia de que há alguém na Casa Branca com estofo para lidar com os desafios mais complicados que o Mundo tem pela frente.
P.S.: Tal como a maioria das pessoas, adoro assistir a grandes cerimónias televisivas, quando os acontecimentos merecem que esteja sentado a assistir por longas horas ao que se vai desenrolando. (Por norma, não perco as longas noites eleitorais, não perco os debates parlamentares, não perdi o 11 de Setembro,…). Por motivos profissionais, no entanto, hoje não pude ver a cerimónia da tomada de posse de Barack Obama em directo, mas é curioso como toda a gente falava no evento durante o dia. ”A que horas é?” era a pergunta mais ouvida pelos corredores do meu local de trabalho, seguida de “E como vamos poder ver?”. Certo é que, de repente, passou a ouvir-se Obama em todas as televisões e computadores. Acredito que em Portugal foi a mesma coisa.
Filed under: Mundo

Em 20 anos, o Prémio Sakharov já distinguiu várias personalidades que se bateram pela defesa dos direitos humanos, entre elas, duas pessoas que falam português: Xanana Gusmão e D. Zacarias Kamuenho. Criado em 1988 pelo Parlamento Europeu, este prémio é o tributo prestado pela UE ao físico russo Andrei Sakharov, Prémio Nobel da Paz em 1975.´Em 2008, o PE decidiu atribuir o prémio a Hu Jia, um activista político chinês, que está actualmente preso.


